Por Cristina Moura
Os postos de combustíveis do Estado do Espírito Santo, que somam mais de 430 unidades associadas ao Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sindipostos-ES), principalmente os que contam com a bandeira da Petrobras, estão procurando se encaixar no movimento nacional da chegada do diesel menos poluente, o S50. O objetivo é reduzir as emissões de enxofre em 80% e de óxidos nitrosos (NOX) em 98%, sobretudo se usado em veículos com motores modernos. Pelo menos mil postos já terão o produto disponível nos primeiros dias de 2012.
Com a medida, o Brasil se junta aos EUA, ao Chile e à Colômbia, além de diversos países da Europa que já utilizam o combustível. A norma, estipulada pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), segundo a Resolução N.º 62/2012, prevê alguns critérios que precisam ser encaixados nas revendas de todo o País. Trata-se de um investimento de R$ 500 milhões.
Quase quatro mil postos brasileiros têm condições de se adequar aos padrões e terão que se adaptar. O baixo teor de enxofre é destinado a veículos pesados, da fase P-7, do Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve). Mesmo os veículos fabricados antes de 2012 poderão utilizar o novo diesel, porém, sem tanto impacto positivo ao meio ambiente. Neste caso, a redução é de apenas 10% a 15%.
Os postos que estão com a obrigatoriedade são os que oferecem um número de bicos de abastecedores de diesel maior do que os abastecedores de gasolina e etanol, o chamado Ciclo Otto. Caso o estabelecimento tenha, no mínimo, dois bicos abastecedores de óleo diesel, interligados a mais de um tanque de armazenamento, a obrigatoriedade também é válida.
Um dos critérios da ANP é exigir a venda em municípios que ainda não se encaixam às normas, concedendo o prazo de 60 dias para a adequação. De acordo com representantes da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis), o prazo é curto, já que qualquer obra em postos de combustíveis requer licenciamento. Além disso, o novo combustível custa seis centavos a mais por litro, o que pode gerar uma resistência do consumidor.
As regiões metropolitanas de Recife, Fortaleza e Belém comercializam o óleo diesel S50 desde 2009. Desde esse período até o ano passado, o S50 passou a ser utilizado nas frotas de ônibus urbanos das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Salvador.
Teores de enxofre
Em todo o território nacional, os tipos de óleo diesel comercializados são diferenciados pelos teores máximos de enxofre: S50 (50 ppm de enxofre), S500 (500 ppm de enxofre) e S1800 (1800 ppm de enxofre). Até o final de 2013, uma da metas da ANP é eliminar completamente das rodovias o óleo diesel S1800 (óleo diesel interior).
A partir do ano que vem, outra meta da agência é reduzir ainda mais. A Petrobras garante que vai oferecer o diesel 10, em substituição ao S-50. A perspectiva é que, em 2014, o mercado tenha dois tipos de diesel: o S-500 no interior (para motores mais antigos) e o S-10 nas regiões metropolitanas.
Fonte: Século Diário
Os postos de combustíveis do Estado do Espírito Santo, que somam mais de 430 unidades associadas ao Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sindipostos-ES), principalmente os que contam com a bandeira da Petrobras, estão procurando se encaixar no movimento nacional da chegada do diesel menos poluente, o S50. O objetivo é reduzir as emissões de enxofre em 80% e de óxidos nitrosos (NOX) em 98%, sobretudo se usado em veículos com motores modernos. Pelo menos mil postos já terão o produto disponível nos primeiros dias de 2012.
Com a medida, o Brasil se junta aos EUA, ao Chile e à Colômbia, além de diversos países da Europa que já utilizam o combustível. A norma, estipulada pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), segundo a Resolução N.º 62/2012, prevê alguns critérios que precisam ser encaixados nas revendas de todo o País. Trata-se de um investimento de R$ 500 milhões.
Quase quatro mil postos brasileiros têm condições de se adequar aos padrões e terão que se adaptar. O baixo teor de enxofre é destinado a veículos pesados, da fase P-7, do Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve). Mesmo os veículos fabricados antes de 2012 poderão utilizar o novo diesel, porém, sem tanto impacto positivo ao meio ambiente. Neste caso, a redução é de apenas 10% a 15%.
Os postos que estão com a obrigatoriedade são os que oferecem um número de bicos de abastecedores de diesel maior do que os abastecedores de gasolina e etanol, o chamado Ciclo Otto. Caso o estabelecimento tenha, no mínimo, dois bicos abastecedores de óleo diesel, interligados a mais de um tanque de armazenamento, a obrigatoriedade também é válida.
Um dos critérios da ANP é exigir a venda em municípios que ainda não se encaixam às normas, concedendo o prazo de 60 dias para a adequação. De acordo com representantes da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis), o prazo é curto, já que qualquer obra em postos de combustíveis requer licenciamento. Além disso, o novo combustível custa seis centavos a mais por litro, o que pode gerar uma resistência do consumidor.
As regiões metropolitanas de Recife, Fortaleza e Belém comercializam o óleo diesel S50 desde 2009. Desde esse período até o ano passado, o S50 passou a ser utilizado nas frotas de ônibus urbanos das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Salvador.
Teores de enxofre
Em todo o território nacional, os tipos de óleo diesel comercializados são diferenciados pelos teores máximos de enxofre: S50 (50 ppm de enxofre), S500 (500 ppm de enxofre) e S1800 (1800 ppm de enxofre). Até o final de 2013, uma da metas da ANP é eliminar completamente das rodovias o óleo diesel S1800 (óleo diesel interior).
A partir do ano que vem, outra meta da agência é reduzir ainda mais. A Petrobras garante que vai oferecer o diesel 10, em substituição ao S-50. A perspectiva é que, em 2014, o mercado tenha dois tipos de diesel: o S-500 no interior (para motores mais antigos) e o S-10 nas regiões metropolitanas.
Fonte: Século Diário