Presidente da Fetronor defende subsídios e redução de impostos diante de escalada de custos e impacto da crise internacional.
Por Elias Luz - Agora RN
A disparada nos preços dos combustíveis, impulsionada pela instabilidade geopolítica e pela alta do petróleo no mercado internacional, tem pressionado o setor de transporte no Rio Grande do Norte e acendido o alerta para risco de desabastecimento e redução de serviços. A avaliação é do presidente da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste (Fetronor), Eudo Laranjeiras, que aponta um cenário de forte deterioração dos custos operacionais e defende a atuação imediata do poder público.
Segundo o dirigente, a volatilidade dos preços tem sido diária e já provocou aumentos expressivos em curto espaço de tempo. “O preço subiu 25% de uma semana para outra. Ninguém aguenta”, afirmou. O impacto, de acordo com ele, é direto nas empresas: apenas em sua operação, o custo geral do serviço aumentou cerca de 10%.
A escalada ocorre em um contexto de elevação do barril de petróleo, que já ultrapassou a casa dos US$ 100 e pode avançar ainda mais, elevando pressões inflacionárias em toda a cadeia produtiva. Como o transporte é base para a distribuição de bens, o aumento do diesel tende a se refletir em preços mais altos para consumidores.
No transporte público, o efeito é ainda mais sensível. Diferentemente de outros segmentos, o setor não tem liberdade para repassar rapidamente os custos, por depender de tarifas reguladas. “A gente fica tolhido por uma tarifa e entende que não deve repassar para o usuário”, disse Laranjeiras. Segundo ele, o cenário coloca as empresas diante de um dilema entre reajustar passagens ou absorver prejuízos crescentes.
Diante desse quadro, a Fetronor tem defendido medidas emergenciais, como subsídios diretos, compensação de gratuidades e redução de tributos. O dirigente informou que já encaminhou pleito ao governo estadual solicitando apoio para manter a operação. “O último ponto para nós seria aumentar a tarifa. O passageiro não pode pagar essa conta”, afirmou.
O risco, segundo ele, é de retração na oferta de transporte. “Vai reduzir bastante o número de viagens de ônibus na rua, porque não tem quem pague uma conta dessa”, disse. Em um cenário mais crítico, Laranjeiras admite a possibilidade de paralisação parcial dos serviços caso não haja suporte. “Ninguém quer ganhar dinheiro agora, quer sobreviver”, afirmou.
Além do aumento efetivo dos preços, o dirigente também critica o que classifica como especulação na cadeia de combustíveis. Segundo ele, reajustes estariam sendo repassados antes mesmo da chegada de novos estoques mais caros, ampliando a pressão sobre as empresas.
A discussão sobre alternativas energéticas, como veículos elétricos, ainda esbarra em limitações tecnológicas e de custo. De acordo com Laranjeiras, a autonomia das baterias e o alto valor dos veículos inviabilizam a adoção em larga escala no curto prazo, especialmente em regiões com menor capacidade de investimento.
Para o setor, o cenário segue marcado por incertezas. A continuidade da crise internacional e a ausência de medidas estruturais podem agravar o quadro, com reflexos diretos sobre a mobilidade urbana e o abastecimento de serviços essenciais no Estado.
Fonte: Agora RN
Por Elias Luz - Agora RN
A disparada nos preços dos combustíveis, impulsionada pela instabilidade geopolítica e pela alta do petróleo no mercado internacional, tem pressionado o setor de transporte no Rio Grande do Norte e acendido o alerta para risco de desabastecimento e redução de serviços. A avaliação é do presidente da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste (Fetronor), Eudo Laranjeiras, que aponta um cenário de forte deterioração dos custos operacionais e defende a atuação imediata do poder público.
Segundo o dirigente, a volatilidade dos preços tem sido diária e já provocou aumentos expressivos em curto espaço de tempo. “O preço subiu 25% de uma semana para outra. Ninguém aguenta”, afirmou. O impacto, de acordo com ele, é direto nas empresas: apenas em sua operação, o custo geral do serviço aumentou cerca de 10%.
A escalada ocorre em um contexto de elevação do barril de petróleo, que já ultrapassou a casa dos US$ 100 e pode avançar ainda mais, elevando pressões inflacionárias em toda a cadeia produtiva. Como o transporte é base para a distribuição de bens, o aumento do diesel tende a se refletir em preços mais altos para consumidores.
No transporte público, o efeito é ainda mais sensível. Diferentemente de outros segmentos, o setor não tem liberdade para repassar rapidamente os custos, por depender de tarifas reguladas. “A gente fica tolhido por uma tarifa e entende que não deve repassar para o usuário”, disse Laranjeiras. Segundo ele, o cenário coloca as empresas diante de um dilema entre reajustar passagens ou absorver prejuízos crescentes.
Diante desse quadro, a Fetronor tem defendido medidas emergenciais, como subsídios diretos, compensação de gratuidades e redução de tributos. O dirigente informou que já encaminhou pleito ao governo estadual solicitando apoio para manter a operação. “O último ponto para nós seria aumentar a tarifa. O passageiro não pode pagar essa conta”, afirmou.
O risco, segundo ele, é de retração na oferta de transporte. “Vai reduzir bastante o número de viagens de ônibus na rua, porque não tem quem pague uma conta dessa”, disse. Em um cenário mais crítico, Laranjeiras admite a possibilidade de paralisação parcial dos serviços caso não haja suporte. “Ninguém quer ganhar dinheiro agora, quer sobreviver”, afirmou.
Além do aumento efetivo dos preços, o dirigente também critica o que classifica como especulação na cadeia de combustíveis. Segundo ele, reajustes estariam sendo repassados antes mesmo da chegada de novos estoques mais caros, ampliando a pressão sobre as empresas.
A discussão sobre alternativas energéticas, como veículos elétricos, ainda esbarra em limitações tecnológicas e de custo. De acordo com Laranjeiras, a autonomia das baterias e o alto valor dos veículos inviabilizam a adoção em larga escala no curto prazo, especialmente em regiões com menor capacidade de investimento.
Para o setor, o cenário segue marcado por incertezas. A continuidade da crise internacional e a ausência de medidas estruturais podem agravar o quadro, com reflexos diretos sobre a mobilidade urbana e o abastecimento de serviços essenciais no Estado.
Fonte: Agora RN