Segundo secretário de transportes, combustível mais caro poderia financiar transportes públicos deixando tarifas congeladas
Por Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Na abertura do Seminário Nacional da NTU – Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos 2015, que ocorre junto com a Feira de Mobilidade Transpúblico, na zona Sul de São Paulo, o secretário municipal de transportes, Jilmar Tatto, voltou a defender a municipalização da Cide – Contribuição na Intervenção do Domínio Econômico, conhecido como “imposto do combustível”.
Pela proposta, também apoiada pela FNP – Frente Nacional dos Prefeitos, parte da arrecadação com o retorno do imposto, seria destinada às cidades para aplicação direta na mobilidade urbana, em obras como corredores de ônibus, por exemplo, e para reduzir os percentuais de reajustes das tarifas de transporte coletivo.
Segundo Jilmar Tatto, a prefeitura de São Paulo tem um estudo elaborado pela FGV – Fundação Getúlio Vargas que mostra que se o litro da gasolina ou etanol tivesse aumento de R$ 0,10 e a diferença a mais fosse passada para o setor de mobilidade urbana, seria possível congelar a tarifa de ônibus em São Paulo em R$ 3,50 por mais um ano, sem necessidade de mais subsídios como ocorreu com o congelamento de 2013, após os protestos de junho.
Para o secretário de transportes, esta seria uma forma de quem anda de carro e proporcionalmente ocupa mais espaço urbano contribua com quem faz uso do transporte coletivo, que pode reduzir o trânsito e a poluição.
Tatto também defendeu que as empresas paguem o Vale-Transporte para os trabalhadores, independentemente de aceitarem ou não o benefício que hoje gera descontos de até 6% nos salários.
A prática, segundo o secretário, também tornaria o transporte coletivo mais vantajoso do ponto de vista econômico e faria com que mais pessoas deixassem o carro em casa.
O presidente da NTU, Otávio Cunha, defendeu também que o transporte individual financie o coletivo.
Segundo ele, com o aumento de R$ 0,10 no combustível sendo destinado à mobilidade, seria gerada uma receita anual de R$ 10 bilhões para o setor de transportes. Para o dirigente, a destinação da Cide se trata de uma justiça social, já que não há fontes de financiamento para as tarifas que hoje recaem inteiramente sobre os passageiros pagantes.
O ministro das cidades, Gilberto Kassab, também esteve na abertura do Seminário e foi contra a proposta do aumento do combustível para financiar os transportes coletivos.
Segundo Kassab, o cidadão já está no limite de tributos e não poderia mais arcar com este imposto. Para ele, os transportes devem contar com outras fontes de financiamento.
Fonte: Blog Ponto de Ônibus
Por Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Secretário de transportes de São Paulo, Jilmar Tatto, e ministro das cidades, Gilberto Kassab, ao centro, ao lado de investidores do setor de mobilidade urbana em seminário da NTU. Ambos divergem sobre financiamento do transporte coletivo pelo transporte individual. Foto Melk.
Na abertura do Seminário Nacional da NTU – Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos 2015, que ocorre junto com a Feira de Mobilidade Transpúblico, na zona Sul de São Paulo, o secretário municipal de transportes, Jilmar Tatto, voltou a defender a municipalização da Cide – Contribuição na Intervenção do Domínio Econômico, conhecido como “imposto do combustível”.
Pela proposta, também apoiada pela FNP – Frente Nacional dos Prefeitos, parte da arrecadação com o retorno do imposto, seria destinada às cidades para aplicação direta na mobilidade urbana, em obras como corredores de ônibus, por exemplo, e para reduzir os percentuais de reajustes das tarifas de transporte coletivo.
Segundo Jilmar Tatto, a prefeitura de São Paulo tem um estudo elaborado pela FGV – Fundação Getúlio Vargas que mostra que se o litro da gasolina ou etanol tivesse aumento de R$ 0,10 e a diferença a mais fosse passada para o setor de mobilidade urbana, seria possível congelar a tarifa de ônibus em São Paulo em R$ 3,50 por mais um ano, sem necessidade de mais subsídios como ocorreu com o congelamento de 2013, após os protestos de junho.
Para o secretário de transportes, esta seria uma forma de quem anda de carro e proporcionalmente ocupa mais espaço urbano contribua com quem faz uso do transporte coletivo, que pode reduzir o trânsito e a poluição.
Tatto também defendeu que as empresas paguem o Vale-Transporte para os trabalhadores, independentemente de aceitarem ou não o benefício que hoje gera descontos de até 6% nos salários.
A prática, segundo o secretário, também tornaria o transporte coletivo mais vantajoso do ponto de vista econômico e faria com que mais pessoas deixassem o carro em casa.
O presidente da NTU, Otávio Cunha, defendeu também que o transporte individual financie o coletivo.
Segundo ele, com o aumento de R$ 0,10 no combustível sendo destinado à mobilidade, seria gerada uma receita anual de R$ 10 bilhões para o setor de transportes. Para o dirigente, a destinação da Cide se trata de uma justiça social, já que não há fontes de financiamento para as tarifas que hoje recaem inteiramente sobre os passageiros pagantes.
O ministro das cidades, Gilberto Kassab, também esteve na abertura do Seminário e foi contra a proposta do aumento do combustível para financiar os transportes coletivos.
Segundo Kassab, o cidadão já está no limite de tributos e não poderia mais arcar com este imposto. Para ele, os transportes devem contar com outras fontes de financiamento.
Fonte: Blog Ponto de Ônibus