Marcopolo estuda desativar planta no Planalto em Caxias do Sul

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Produção da Volare e do micro Sênior iriam para planta da Neobus. Não haveria corte de empregos, promete empresa

Por Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

A fabricante de carrocerias de ônibus Marcopolo estuda desativar a planta do Bairro Planalto em Caxias do Sul, a mais antiga do grupo, que completa neste ano de 2017, 60 anos de atividade.

A decisão ainda não foi tomada e depende da conclusão de estudos econômicos e de viabilidade fabril. A empresa confirmou ao Diário do Transporte que, se caso a medida for tomada, será apenas entre 2018 e 2019 e inicialmente não representará redução dos postos de trabalho, ou seja, os cerca de mil funcionários da planta Planalto não seriam demitidos.

O estudo ocorre por causa da baixa demanda por veículos de transporte coletivo, que atinge todas as empresas do setor, devido à crise econômica.

Hoje esta demanda é de um terço do que foi antes da situação do País, que começou se agravar em 2013.

Assim, de acordo com este plano, a produção hoje da planta do bairro Planalto, que envolve os minionibus da marca Volare e o micro-ônibus Senior, da Marcopolo, seria transferida para a planta da Neobus, no bairro Ana Rech, também em Caxias do Sul, empresa que foi integralmente adquirida pela Marcopolo em 2016.

Os ônibus da Neobus não dividiriam linha de produção com os mini da Volare e Senior. Isso porque, a Neobus possui um galpão vazio. A empresa, ainda quando não era totalmente controlada pela Marcopolo, tentou fechar uma parceria de produção com a fabricante internacional Navistar, porém, o negócio não avançou e o local ficou ocioso. É justamente nesta área que devem ser produzidos os veículos Volare e o Senior, caso a transferência se concretize.

Já a planta da Marcopolo em Ana Rech assumiria outros setores, que não os fabris, de Planalto, como suporte, componentes e administração.

Assim, a Marcopolo conseguiria aumentar a eficiência e reduzir gastos.

Diante da demanda, três plantas com capacidade ociosa representam custos que, no final, são passados para os frotistas de ônibus. Os frotistas, por sua vez, acabam repassando parte desse custo maior para as tarifas e quem paga no final das contas é o passageiro.

Hoje a Marcopolo possui as plantas Planalto, Ana Rech, em Caxias do Sul, e no Rio de Janeiro – Marcopolo Rio, antiga Ciferal, que, juntas, reúnem 8 mil trabalhadores.

Por causa da crise econômica, desde 2014, a Marcopolo demitiu 35% do total de funcionários que havia entre 2012 e 2013.

Fonte: Diário do Transporte

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